domingo, 26 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Uma Resolução por Coordenadas Cilíndricas
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
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domingo, 19 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
Biografia do nosso padrinho-cientista: Max Planck
Max Karl
Ernst Ludwig Planck (ou Max Planck) nasceu em 23 de abril de 1858 na Alemanha. Era filho de Johann Julius Wilhelm Planck, professor de
Direito Constitucional na Universidade de Kiel, com sua segunda esposa, Emma
Patzig. Em 1867, mudou-se para Munique e estudou na escola
ginasial Maximilians, onde aprendeu com Hermann Müller, seu tutor, astronomia,
mecânica e matemática.
Enquanto
rapaz, suas preferências dividiam-se entre a arte e a ciência. No colégio, sua
habilidade com a matemática era tamanha que, quando o professor dessa matéria
não comparecia, ele era chamado e o substituía. E, dentro da arte, o seu maior
entusiasmo era pela música, à qual se dedicou com grande paixão. Foi regente da
orquestra da Universidade de Munique e também de alguns coros particulares. Foi
compositor, tendo deixado, entre outras obras, uma opereta de câmara. Embora
sua verdadeira vocação fosse ciência, a música constituiu um refúgio onde podia
esquecer seus problemas, permanecendo até o fim de sua vida como uma fonte de
conforto e satisfação. Outra das distrações de Max Planck era o alpinismo, que
praticou até idade avançada. Aos 62 anos escalou o Jungfrau, monte suíço com
cerca de 4.000 metros de altura.
Logo cedo
publicou trabalhos científicos, boa parte sobre termodinâmica. Prodígio
como ele era, Planck terminou o doutorado com 21 anos de idade.
Mais
tarde, em 1878, foi para Berlim e teve a oportunidade de estudar com Gustav
Kirchhoff e Karl Weirstrass. No ano seguinte passou nos exames de qualificação
e em 1879 defendeu sua dissertação "Sobre o segundo teorema fundamental da
teoria mecânica do calor". Em 1880 tornou-se professor em Munique e
trabalhou em um trabalho sobre teoria do calor, fazendo novas descobertas nessa
área. Foi para sua cidade natal em 1885 e se casou com Marie Merck no ano
posterior. Em 1889, Planck foi para a Universidade de Berlim e depois virou
professor de Física Teórica.
Também os problemas
da radiação envolveram a atenção de Planck. A partir de estudos, foi levado
para o problema da distribuição de energia no espectro de radiação total. Tomando como
base as teorias clássicas, a energia emitida por um corpo que não reflete luz (Corpo Negro) deveria variar na
mesma proporção da temperatura. Na prática, não era isso que acontecia.
Planck deduziu a relação entre a energia e a frequência da radiação. Em um
artigo publicado em 1899, ele anunciou esta relação: E=h.f
Essa constante (h),
conhecida como Constante de Planck, foi baseada na
ideia revolucionária de Planck de que a energia emitida por um corpo negro só
poderia assumir valores discretos conhecidos como quanta.
Essa descoberta foi
determinante para a física atômica, pois fundamentou o modelo atômico de Niels
Bohr (1913) e abriu caminho para a teoria de Einstein que explica o efeito fotoelétrico. A introdução do
conceito de descontinuidade contrariou o princípio do filósofo alemão Wilhelm
Leibniz, “Natura non facit
saltus” (a natureza não dá saltos), que dominava todos os ramos da
ciência na época, tornando-se a teoria quântica na grande revolução que levou à Física Moderna do século XX. Foi o
ponto de partida de uma nova lógica nas várias pesquisas sobre a estrutura do
átomo, radiatividade e ondulatória e rendeu a Max Planck o Prêmio Nobel de Física de 1918.
Em 1909
sua mulher morre, e, em 1910, Planck casou-se com Marga von Hoesslin.
Em 1913,
torna-se reitor da Universidade de Berlim.
Planck
enfrentou um período conturbado e trágico de sua vida durante o governo nazista na Alemanha, quando sentiu que era seu
dever permanecer em seu país, mas era abertamente contrário a algumas das
políticas do Governo, principalmente quanto à perseguição dos judeus. Em protesto contra a discriminação dos
cientistas judeus, renunciou, em 1937, ao cargo de presidente da Sociedade Kaiser
Wilhelm para o Desenvolvimento da Ciência, que ocupava desde 1930. Nas
últimas semanas da guerra sofreu grandes dificuldades após a sua casa ter sido
destruída por um bombardeio.
Era venerado pelos
seus colegas, não só pela importância de suas descobertas, mas também por suas
qualidades pessoais. Como consequência da morte do seu filho Erwin,
executado em 1944, por mandantes nazistas, e da perda de sua mulher e dos
outros três filhos, um deles morto em ação na I Guerra Mundial e as duas filhas
de complicações no parto, Planck ficou psicologicamente abalado. Com o final da
Segunda Guerra Mundial, muda-se para Göttingen, onde, em 1947, aos 89, morre em
consequência de uma queda e de diversos derrames.
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